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verbo intransitivo: amor

Ensinaram-nos que o amor tudo perdoa. Sua essência? O próprio nome. Nome pequeno, mas que letras caberiam em destemido ou insuperável, incondicional ou até mesmo na brincadeira de criança em falar rápido “paralelepípedo”. Disseram-nos que o amor move montanhas, sobe aos pensamentos e desperta até mesmo a Bela Adormecida. Contaram-nos mil filmes, duas mil histórias e infinitas menções de amor. Explicaram sua beleza mesmo que seu entendimento não alcançasse medidas palavras. Capricharam nos desenhos, nos corações vermelhos (não de sangue, mas carinho). Exageraram suas proporções e não estabeleceram horários, encontraram caminhos e descreveram sensações. Suspiros, doces suspiros de conformação. Robôs, pequenos objetos atrás do reconhecimento das palavras ouvidas.

Só esqueceram de nos contar que entre tantos curativos e cicatrizes, a redenção ainda apela às lágrimas, o orgulho faz-nos perder alguém e as chances, essas podem acontecer duas vezes sim! Mas nunca, nunca da mesma maneira.

2008-10-05 Interessantes Juliana Bender Juliana Bender
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