O lago
Me recolho sobre a margem do lago,
e em sua superficie tão brilhante
contemplo as imagens destorcidas
e sua brisa pelo meu rosto me afago,
O lago, imortal aos sentimentos
transbordando lagrimas, de momentos
lavando a alma da ferida pelo tempo
mas bate no peito o descontentamento
o lago sem sorriso,
espreita, sabe o que eu vivo
enxagua meu rosto
forçando e meu rosto triste
mostrar ao mundo
tudo o que ainda não disse
traduzindo palavras ao coração
e ainda sim com todo lodo
q existe no interior do lago
os olhos de esperança enxerga
muito mais alem de todo espaço
seu singelo movimento
em contradição a meus pensamento
me leva com ele, para o profundo
a correnteza do sofrimento
me puxa, meu corpo fica ao relento
os olhos se fecham com ascensão
minha alma se eleva, e junto meu coração
aqui, no lago só permanece
a forma hipocrita do ser humano
toda sua decadencia, estampado
no rosto, é consumida pelo lago
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