VELHO HOMEM, VELHO PAI
VELHO HOMEM, VELHO PAI
Fátima Venutti
O silêncio é um verbo
A proclamar reflexão.
O olhar cansado,
Batalha contínuo
Num íntimo tempo restante.
Nas rugas conquistadas,
Passeiam sonhos passados
Perfazendo memórias
De exaustivas batalhas.
Já não vê mais o garbo orvalho
A cobrir as pétalas de seu jardim.
Clama, mutilado em seu tempo,
Uma única espada a preencher o vazio
De seu constante cansaço.
As mãos que hoje dançam sem música,
Vestem a farda de manchas não desejadas.
O velho homem,
Que um dia fora progenitor,
Hoje verbaliza seu silêncio
Na companhia das fotos
Que somente ele vê
Em sua ínfima memória
A aguardar seu encontro final
Com o Grande Pai.
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