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Transmutação

Num dia desses sem graça!

De chuva cair à vidraça!

Prisioneiro no quarto!

Liberto meu pensamento no espaço!

Sem rumo... Sem eira nem beira!

A mente não respeita fronteira!

Não se prende com laço!

E então... Vejo-me em seus braços!

A desrespeitar seu espaço!

Sua privacidade!

E te encho de beijos!

A saciar seus desejos.

A cumprir seus anseios.

Pois sei... Que me chamas!

Lá no fundo... Reclamas.

Apalpando sua cama.

A procura de mim!

Sentis falta...

Do calor do meu corpo!

Fica a espera do meu braço!

Do abraço!... Das caricias que faço!

Quando te envolvo... E te trago!

Pra junto de mim!

Explorando o teu corpo.

Com minhas mãos e meus lábios.

Eriçando os teus poros.

Dilatando tuas pupilas.

Rosando a tua pele.

O teu sangue então ferve!

E te deixa febril!

E ofegante me chama!

Insistentemente me chama!

Como se não pudesse te ouvir!

E diz o meu nome!

Repete-se... Insiste a se repetir!

Até que enfim...

Nosso amor se consome!

Então... Esparrama-se na cama!

Exausta!.... Suspira Feliz!

Num ultimo gesto.

Arrasta-se sobre os lençóis.

Põe o rosto sobre o meu peito.

E ouvindo o meu coração.

Sentindo a minha respiração.

Põe-se a dormir.

Enquanto te faço caricias.

Te afago!

E a chuva... Continua a cair!

2008-08-11 Poemas e poesias Jaime Aparecido Donizeti Privatti Jaime Aparecido Donizeti Privatti
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