Transmutação
Num dia desses sem graça!
De chuva cair à vidraça!
Prisioneiro no quarto!
Liberto meu pensamento no espaço!
Sem rumo... Sem eira nem beira!
A mente não respeita fronteira!
Não se prende com laço!
E então... Vejo-me em seus braços!
A desrespeitar seu espaço!
Sua privacidade!
E te encho de beijos!
A saciar seus desejos.
A cumprir seus anseios.
Pois sei... Que me chamas!
Lá no fundo... Reclamas.
Apalpando sua cama.
A procura de mim!
Sentis falta...
Do calor do meu corpo!
Fica a espera do meu braço!
Do abraço!... Das caricias que faço!
Quando te envolvo... E te trago!
Pra junto de mim!
Explorando o teu corpo.
Com minhas mãos e meus lábios.
Eriçando os teus poros.
Dilatando tuas pupilas.
Rosando a tua pele.
O teu sangue então ferve!
E te deixa febril!
E ofegante me chama!
Insistentemente me chama!
Como se não pudesse te ouvir!
E diz o meu nome!
Repete-se... Insiste a se repetir!
Até que enfim...
Nosso amor se consome!
Então... Esparrama-se na cama!
Exausta!.... Suspira Feliz!
Num ultimo gesto.
Arrasta-se sobre os lençóis.
Põe o rosto sobre o meu peito.
E ouvindo o meu coração.
Sentindo a minha respiração.
Põe-se a dormir.
Enquanto te faço caricias.
Te afago!
E a chuva... Continua a cair!
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