Tempo Perdido
Da pedra que me nasce à vida, eu piso e nem vejo que morro. De forma avassaladora, esqueço-me, vago pelas palavras vazias de um certo alguém, vejo além do horizonte quando minhas vistas limitam-se apenas as muralhas da minha existência. Das vezes em que pensei em te deixar, em abandonar os momentos e viver aos prantos para o vento, voltava, como quem nunca foi, para os teus braços. A alegria dos beijos, aquecia meu coração, o brilho dos seus olhos, iluminava-me a alma e retirava-me da escuridão. Quando pensava em dizer o quanto gostava, você cobria-me do silêncio o qual tanto apreciava e sonhos planejava. Ah, sonhos doces, doces sonhos! Quantas pessoas seriam felizes se tivessem os nossos sonhos, quantas pessoas sairiam do inverno de suas tristezas e partiriam para a primavera da nossa felicidade. Tudo de mais o quê eu queria, tudo era demais. Errada, eu, foi ter você, existido somente em devaneios, em visões entorpecidas. É triste lembrar que você é imaterial, que teus braços, jamais poderão me abraçar. Triste pior ainda, é saber que teus lábios eu nunca terei, que você, mesmo existindo, jamais em tuas visões, eu existirei!
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