Tempo
O tempo transformou tantos sentimentos em nada. A distancia fez com que os sonhos se congelassem, e assim, colocamos uma pedra sobre o assunto. O que não deveria acontecer, porque o “assunto” somos nós mesmos.
Não tocamos no “assunto” (nós), evitamos ele. Ignoramos que um dia SIM, gostamos um do outro. Fingimos que nunca passamos um dia inteiro pensando um no outro; um dia é até pouco.
Quando eu saí do carro, chorando, você entendeu. Eu sei que sim, é claro que você soube que tudo o que eu queria te dizer um dia eu não disse, e tudo o que eu queria escutar; eu não escutei. Quanto carinho ficou engasgado. Quanta paixão derramada no chão... quanto desejo desperdiçado , quantos planos jogados pela janela do carro. Quantos beijos não nos demos por falta de querer se beijar. E aquele simples tchau, que tínhamos medo de nos dar, foi a única solução para tantos sentimentos sem casa.
Eu quis tanto que meus poemas tivessem seu nome. Eu queria tanto, tanto que ao pensar em alguém, eu pensasse em você! Mas não é assim, não foi e não vai ser assim! Nós nos pedimos desculpas, mas parece que não foi o suficiente. Eu cai, e não levantei mais!
E agora nem a sua voz vem me dizer para levantar. Passou rapidamente pela minha cabeça querer tentar de novo. Mas logo me disse não! Nunca mais faço isso. Nem por você, nem por ninguém!
Vou sentir tanto a sua falta. Porque acho que nem amigos mais vamos ser . Nem isso. Me desculpa de novo. Mesmo eu sabendo que você não vai ler isso aqui. Me desculpa por te fazer esperar por algo que eu não tenho mais para te dar. Me perdoe porque eu simplesmente gosto ainda sim de você, mas não posso. Eu infelizmente não posso.
Queria você mais perto de mim, perto como antes, perto quando você estava tão longe e eu também. Não dá para passar a limpo essa história não é? Adeus!
Laís Luci
(11/03/2008)
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