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Sob negras nuvens

Sob negras nuvens

Minha pena estremece

Escorre no papel

A tinta que você não merece

Minhas letras te desenham

Sob luz fraca vinda da rua

E te imagino

- coberto de pudor -

Sorrindo, nua.

A chuva começa a cair

Respinga neste papel

Sua voz em minha mente some

E me pergunto se enfim

Não é hora do meu coração

Te deixar partir.

A resposta simples é sim

Mas teimoso que só

Meu coração te mantém aprisionada

E sob negras nuvens

(Já não tão negras pela chuva)

Minha caneta de pena me pede que pare

Então descubro que o respingo no papel

Nao vinha da chuva que o céu me mandava

Era só uma gota dágua

Que dos meus olhos derramava.

2009-12-10 Poemas e poesias Fellipe Eduardo Gerçossimo Fellipe Eduardo Gerçossimo
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