Sob negras nuvens
Sob negras nuvens
Minha pena estremece
Escorre no papel
A tinta que você não merece
Minhas letras te desenham
Sob luz fraca vinda da rua
E te imagino
- coberto de pudor -
Sorrindo, nua.
A chuva começa a cair
Respinga neste papel
Sua voz em minha mente some
E me pergunto se enfim
Não é hora do meu coração
Te deixar partir.
A resposta simples é sim
Mas teimoso que só
Meu coração te mantém aprisionada
E sob negras nuvens
(Já não tão negras pela chuva)
Minha caneta de pena me pede que pare
Então descubro que o respingo no papel
Nao vinha da chuva que o céu me mandava
Era só uma gota dágua
Que dos meus olhos derramava.
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