Ser Louco é Normal
Louco. Diz-se louco aquele que se destaca singularmente na nossa linear sociedade, aquele que quebra as barreiras do senso comum e cria suas próprias normas; diz-se louco quem desvenda sua identidade e não usa parâmetros alheios para medir sua normalidade.
Afinal, o que é ser normal? Se hoje existe o senso comum, alguém teve de inovar, de demonstrar suas ideologias e fazer aliados para segui-las. Uma atitude única, singular; louca. Portanto, aos que seguem corriqueiramente ao que a sociedade propõe, estão seguindo também uma “linha de loucura”, já que em algum dado momento histórico houve divergências de opiniões para que tenhamos hoje, as regras ditas “normais”.
Somos guiados instintivamente ao que é normal, desde pequenos possuímos discernimento suficiente para conviver no coletivo. Mas com o passar do tempo, o preconceito se adaptou as mudanças culturais que sofremos e as críticas continuaram, principalmente àqueles que não aceitavam a sociedade padronizada; estes, taxados de malucos.
A atualidade caminha para a população “fabricada”, aquela que como bonecos, são feitos em série. Entretanto, existem pessoas que não se encaixam e nem aceitam estas condições e se comportam de maneira diferente; nomeados: loucos . Se o leitor pergunta-se agora: “Diferentes do que?”, chegou ao ponto esperado. Diferentes do que nós, como coletivo, impomos que faz parte do aceitável.
Salvemos o “maluco beleza” de Raul Seixas e a frase Machadiana “de médico e de louco todos têm um pouco”, admiradores da loucura e sábios influenciadores pela força de suas palavras.
Enfim, somos semelhantemente loucos, diferenciados apenas pelo grau de loucura e normais são os que através da loucura tentam explicar sua normalidade.
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