Saudades Infinitas
Hoje me peguei sentindo saudades (mas uma vez) do passado. É algo tão estranho, um sentimento tão infinito quanto as estrelas que eu vejo nessas memórias. Derrepente minhas mãos se puseram a suar, congelar, e deitada na cama, as lágrimas escorriam sem piedade de um olho que a muito não era banhado por estas gotas tão santas. Já nem sentia o meu eu presente, apenas vagava na imensidão de minha insanidade, distante do que tenho hoje. Por mais incrivel que pareça senti falta de um abraço, não de um abraço qualquer, um abraço de uma pessoa que nem mais existe em seu eu-material. Ah, eu senti tantas saudades, que tive vontade de voltar, desejei infinitas vezes habitar as minhas próprias lembranças, desejava ser o que não mais poderia ter. Mas eu sei que não estou aqui por acaso, se vim, alguma missão tenho que cumprir. EU NÃO NASCI POR ACASO. Eu só desejo ouvir agora palavras ternas. Eu sei que eu preciso lutar muito, eu sei que estou bem, mas eu sinto tanta falta dela... Eu sinto tanta falta da menina liberta que corria solta nas ruas, que quando desejava olhava as estrelas, andava na bicecleta do pai e nem pedia. E se tinha que tomar alguma decisão, era tão peqna quanto ela. Agora sinto apenas que o manto perolado deste céu me guia, por todas as partes, eu sei que dele virá as respostas para as minhas dúvidas, eu sei que dele virá a cura da minha saudade. É, eu sei!
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