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Saudade tardia

Quando olhares para o lado

e não veres sorrisos francos nas pessoas,

porque o momento é só de desespero

e não oferece opções para uma vida melhor,

ocasionado por desavença governamentista,

corrupções dos graduados, cada vez maior,

das mentes inteligentes, mas terrivelmente diabólicas

que dilapidam as riquezas deste nosso Brasil!

Enquanto nossos homens da justiça permanecem inertes,

porque se esbarram nos argumentos argilosos

desses ladrões que por fora da aparência de educação finíssima,

por dentro é só podridão, pois a alma é malíssima

Na fatia do bolo que repartem entre si,

deixam milhões de brasileiros no desamparo,

vendo suas economias acabando,

e desesperados por verem a miséria entrando em seus lares.

Oh! Brasil, porque apesar de seres poupado de catástrofes,

ainda existem em teu solo tanta tristeza?

Por que teus rios de águas límpidas e belas

se transformam em águas fétidas e feias?

Por que suas majestosas florestas

estão perdendo as belezas das flores naturais

e no lugar da exuberância do verde,

um amontoado de cinzas, num clima sombrio e sem vida,

onde os variados e lindos animais se desabam a procura de abrigo,

e a orquestra magnífica dos pássaros se calam?...

E se um dia nosso Brasil não for mais belo,

quando a felicidade não estiver estampada nos rostos,

então não concretizará a profecia de um poeta:

“jamais verás nenhum país como este”

então em muitas bocas, muitas mentes

haverá um só lamento:

que saudade, meu Deus, que saudade!...

30/10/2005

2007-06-19 Poemas e poesias José Lourenço Florentino José Lourenço Florentino
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