SOLIDÃO E ENCONTRO
A solidão dos dias não pode habitar para sempre seu viver. Nem ser companheiro(a) para todo o resto de seus dias. Nem tampouco morar na casa deste coração tão amoroso e sedento por espalhar-se feito plumas ao vento de maio. Antes, deves visitar a casa do riso aonde só chegam os alegres de espírito e felizes de vida. Se não adiantar, que tal visitares a mansão da harmonia, que recebe a todos os desarmados de espírito e cheios de paixão pelo existir?. Se mesmo assim não bastar para você se desgrudar da solidão, aconselho-o(a) fazer uma visita ao lar doce lar do senhor afeto, tão gentil e sensível com os que carregam no coração o sinal do sentimento mais belo e, quem sabe, dessa vez sejas atraído(a) pela borboleta que sinaliza com suas asas transparentes o caminho que vai dar no palácio aonde reside sua princesa, ou seu príncipe, adormecido(a) à espera do beijo que despertará mil anos de espera, mil séculos de procura, milênios de solidão, dolorida e machucante solidão.
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