SUPER Textos

Rostos no caminho

Tantos são os rostos que se cruzam nos caminhos.

Que quase chegam a se tocar.

E neste ir e vir...

Tantos são os olhos que se atrevem a se fitar.

Tal como o meu e o seu olhar...

E mágico me parece.

Pois a luz que resplandece.

Excita algo a me inflamar.

Algo frágil!...

Que parece se mover em meu estomago.

Meigo!... Indelével...

Tênue como a tez de uma maça.

Sucinto!...

Como o desfalecer de uma frágil ave envelhecida.

Mas!...

A cada passo teu em minha direção.

Avoluma-se!... Arranja-se!...

De um lado a outro a ziguezaguear.

Algo se enfurece e me domina.

A cada esquiva e novo flerte do seu olhar.

E quanto mais próximo do teu corpo.

Do teu cheiro primaveril.

Mais me desespero...

Pois me falta o próprio ar.

E me sinto entorpecido.

Pelo aroma de rosas...

E me calo!...

Embora tanto tenha para lhe dizer.

Sinto-me assim como um veleiro.

Que à mercê de um mar revolto.

E com as velas frouxas.

Entrega-se ao sabor das ondas a ti levar.

E o tempo é impiedoso!

Incessante! Determinado!

Cruel! Obstinado!

E por mim você passa...

De repente! Vejo tantos outros rostos.

Rosas sem perfume e esquálidas.

E me volto...! Numa última olhada.

Antes de emoldurá-la na memória.

Só então!...

O arrebatamento se consome.

E eu posso sentir o chão!

E volto a respirar.

2008-08-11 Poemas e poesias Jaime Aparecido Donizeti Privatti Jaime Aparecido Donizeti Privatti
0 comentários 68 visualizações 0.00 (com 0 votos)
  • Deixe seu comentário
  • Pontue este texto
    Quantas estrelas este texto merece?
  • Envie este texto por e-mail para seus amigos
  • Mande este texto para a impressora

Comentários

Nenhum comentário para este texto ainda.
Caso você considere este texto ofensivo, ou acha que, no mínimo, ele deveria estar na categoria Adulta,
clique aqui para denunciá-lo. Ele será avaliado e, se necessário, corrigido ou apagado.