Reencontro
O destino nos prega peças que ora nos alegramos, ora pedimos a Deus para que tal momento nunca houvesse acontecido. Mas o que se passou comigo hoje foi um momento ímpar e que gostaria de ter filmado com câmeras de todos os ângulos para poder rever quantas vezes seintisse vontade.
Voltava do dentista e me lembrei que minha pasta de dentes para dente sensível acabara. Assim, resolvi passar em uma farmácia para comprar o que precisava.
Escolhi o produto. Fui para a fila. Percebi que estava muito curta, era para idosos. Olhei para a maior, mas não perdi o ânimo, pois vi uma amiga que não a encontrava há anos. Não, não ia cortar fila, é contra meus princípios. Contentei-me ao ver uma pessoa muito querida. Sabe? Daquelas que o tempo e a correria do dia-a-dia não deixam apagar. Ela me deu um abraço tão forte, tão amável que a troca de energias naquele momento irradiou por toda a drogaria.
Ela me relatou o que ocorrera em sua família durante esses três anos que nos distanciamos: sua filha se casou (ela tinha esperança de que eu fosse seu genro), seu marido está na UTI (ele tem uma doença grave), ela já entregou sua vida pra Deus; mas o sorriso não saía de sua face. Fiquei de telefonar para conversarmos mais.
Enfim, precisei ocupar meu lugar na fila e deixá-la partir para, quem sabe, nos vermos daqui a três anos de novo. Mas uma coisa não posso deixar de relatar: o reencontro com minha amiga me fez muito bem.
José Augusto G. de Almeida em: http://amoraspalavras.zip.net
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