Quando eu morrer
Quando eu morrer, não quero que chores.
Quero sempre que estejas pensando em mim
Com muita alegria e aquela paz interior
De quando te conheci e por ti me apaixonei
Somos duas almas que se encontraram certo dia
Em meio à turbulência de nossas vidas
E um, apoiado ao outro, sua vida refez
Unindo-as numa só com a força do nosso amor.
Dias e noites de amor intenso nós vivemos
Como se cada um deles fosse o primeiro
e também o último a desfrutarmos, talvez adivinhando
que o destino uma peça iria nos pregar.
E assim foi que aconteceu em nossas vidas...
O destino se nos apresentou de forma trágica
presenteando-nos com um drama para ser vivido
e não apenas representado por atores em um palco.
Só que as peças interpretadas no palco
Têm, num só dia, começo, meio e fim,
Mas nossa peça perdura até hoje,
Como se fora nós que ao destino uma peça pregasse.
Porque, se o destino quis nos separar
Pensando sermos fracos em nosso amor vivido,
Pensou mal, muito mal, porque um amor verdadeiro
Supera qualquer peça que o destino a ele impõe
Renée Ribeiro de Almeida
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