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Prisioneiro do cantar

Oh... pobre ave!

Enclausurada por sua graça!

Pelo timbre do seu canto!

Que em profundo desencanto...

Soa notas tristes.

Ofuscando sua beleza!

Cercada de aço frio.

Prisioneira do egoísmo...

Do meu tolo coração!

Que na febre da amargura...

Vê em seu canto salvação!

Te causando essa penúria.

Que nos guarde da loucura!

A pureza de seu cantar...

Ah... Quem dera!

Trouxesse de volta a beleza!

A alegria de Tereza...

Para a mesa do jantar.

Ness’hora de perfeita harmonia!

Como as notas que assovia!

A gaiola eu abriria...

Para livre voares.

2008-08-11 Poemas e poesias Jaime Aparecido Donizeti Privatti Jaime Aparecido Donizeti Privatti
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