Prazer, violência
Ei! estou aqui e ali.
Ninguém escapa de mim.
Muitos mudam-se para o interior,
Mas esquecem que estou no íntimo de cada ser.
Num simples olhar atravessado, eu entro em cena.
Numa meia usada por irmão, sem pedir, provoco a confusão.
Um pequeno pisão de pé, é credencial para a um caixão.
Nasci tão logo o homem se fez
Para mostrar a sua mesquinhez
Diante de assuntos banais
Provoco brigas mortais.
Explicações procuram para eu existir
Culpam famílias e governos.
Transformam jovens livres em internos
Tentando a mim extinguir.
Encontro em você um terreno fértil para a desordem espalhar
Usando astúcia e persistência na empreitada
Planto a discórdia nos seios de qualquer lar.
José Augusto G. de Almeida em: http://amoraspalavras.zip.net
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