POUCO É MUITO.
Você necessita saber que não precisa de muito, não precisa de tudo, não carece de ter tanto. Até porque, efêmera é a vida, um risco de luz, uma velinha que não se sabe pequena ou grande, mas que apagará sua chama num dia qualquer. Mas o de mais importante que você precisa saber é de como deve viver, de que maneira caminhar na terra, de que forma doar, somar, multiplicar, contribuir, colaborar para que sua meteórica passagem seja uma marca sem precedentes, de um registro sem igual, de uma façanha que vai deixar pegadas verdadeiramente humanas para os que substituírem você com a mesma consciência e certeza. E no momento em que você tiver a clara, cristalina e indiscutível certeza de que seu existir tem um propósito maior, uma razão que até então desconhecias, o viver será pleno, o respirar será agradecido, o estar aqui será reconhecido como o tempo propício para semear tudo de bom que possa haver, e um jato de luz inundará seu coração a clarear o abscôndito que se escondia por trás de uma vida ôca, vazia, sem propósito e desmerecedora da condição humana.
Eis o desafio: não amontoar muito, não acumular tanto, não arriscar a vida em conquistas que não valem assim tanto a pena, mas, pelo contrário, arriscar o existir por uma causa nobre, sangrar por um motivo que traga crescimento interior, sacrificar para colher a flor da doação, se doar para passar adiante um exemplo de mais puro viver.
MAURO XAVIER BIAZI 04062008
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