Pela inveja, eu sou assim
Têm-se constituído em minha vida, o mais crucial dos dilemas, o dilema que atormenta. Movimenta-se nas minhas inúmeras, intensas e pequenas partículas, a causa dos meus dias, o sentido da minha vida. Não entendo por ser necessário, mas confesso que, neste momento, a presença é essencial. Enxergo e percebo as flores do meu horizonte, as estrelas da minha razão e, espinhos jorrados de sangue sobre as minhas emoções. Seria este o meu fim? São tantos os questionamentos, são tantas as disputas; fico a mercê (somente) em encontrar por algum acaso, a vitória, a glória. Mas de nada adiantaria esta, sem um sentido mais intenso, um sentido que simplesmente fizesse sentido às coisas que me compõem. Sentir as vozes dos ventos, é manter a minha essência pura, imune de trapassas e atitudes de mal-caráter. E por este caminho, que agora se faz longo, a Deusa me guia como filha, e eu agradeço todos os dias, por tudo o que ela tem me proporcionado, mesmo que seja pouco aos olhos humanos. Agradeço por ainda estar viva, depois de tantas tempestades sob os meus sonhos, ilusões; agradeço por estar aqui, ainda que sozinha, mas alegre. Não mais agradeço por conta das coisas que já possuo, mas também, pelas coisas as quais eu ainda vou possuir. E fico aqui, questionando nas horas, contando os compassos das dúvidas, dançando com as decepções e, gritando em silêncio, as minhas alegrias.
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