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Palavras

Palavras... Só palavras!

Nada mais do que palavras...

Que maturadas pelo tempo.

E arrastadas pelo vento.

Embaralham-se em minha mente.

Tentando me enganar.

Meros joguetes de fonemas.

Que agrupados sabiamente.

Tentam me afastar.

Porém... Mantenho-me cético.

Mas confuso como o inseto.

Que flutua com o vento...

Insistente e intermitente.

Às rosas balançar.

Tornando o pouso incerto e inseguro.

Palavras!... Que ecoam nas paredes.

Afugentando o silêncio.

Com suas sílabas a reverberar.

Que são lâminas afiadas e pontiagudas.

Encerradas bem profundo em min’alma.

Que se quer pode sangrar.

Proferidas por lábios tão perfeitos.

Moldadas dissimulando gentilmente.

Querendo me negar.

Manter-me longe é o que quer?

Por quê?

Atreve-se a me olhar!

Por quê?

Mudar o seu curso!

Se és o rio! E eu sou o mar!

Por quê?

Giras o pescoço!

Quando sentes minha presença...

No oposto de onde estais a vigiar.

Por quê?

Tuas palavras me confundem!

Quando teus olhos se entregam sem lutar!

2008-08-11 Poemas e poesias Jaime Aparecido Donizeti Privatti Jaime Aparecido Donizeti Privatti
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