Pai
Cadê aquele homem que sempre fala forte?
Cadê aquele homem que dá esporro e depois vem com risadas?
Cadê aquele homem que gosta do rádio ligado 24h?
Cadê aquele homem todo charmoso?
Cadê aquele homem com os olhos verdes mais vibrantes?
Cadê aquele homem que não precisa falar, só abraçar?
Cadê aquele homem que por onde passa, conquista?
Cadê aquele homem que sempre usa os tênis branquinhos?
Cadê aquele homem sempre com chapéu na cabeça?
Cadê aquele homem que tem uma voz que sempre está em meus ouvidos?
Cadê aquele homem que levanta cedo da manhã e acorda os filhos?
Cadê aquele homem que não troca uma roça por nada?
Cadê aquele homem que tem todo o meu amor?
Cadê aquele homem que eu chamo de "pai"?
Deus me perguntaria agora:
- Cadê sua coragem agora?
E eu diria:
- Está aqui e é ela quem me faz lutar pela felicidade dele.
Se eu choro, é porque te amo,
é porque você é único.
É só um desabafo, amanhã quem sabe eu não levante e seja só um susto?
Não vejo a hora de te ver, te abraçar e te encher de mimos,
assim quem sabe, meu peito não se sinta tão pequeno e apertado?
Pai, te amo.
Quero tudo que é você de verdade,
de volta.
Para Papai.
Rio de Janeiro, 17 de setembro de 2008.
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