Páreo duro
Ônibus e Metrô em São Paulo são um tortura para os usuários. Enquanto o transporte sobre trilhos esbanja espaço para se locomover, o movido a diesel precisa disputar espaço entre carros de passeio (?), caminhões, motos, enfim. Claro, eles (os ônibus) foram presenteados com corredores quase exclusivos.
Mesmo com um corredor todo seu, o Metrô não perde para os ônibus em transtornos diários causados aos que o utilizam. É justo dizer que proporcionalmente.
Não bastasse isso, ambos os coletivos (e bota coletivo nisso!) parecem travar uma disputa silenciosa para atrair passageiros. Não sei qual começou primeiro, mas já é comum nos vagões telas de tv transmitindo informações sobre cultura e como usar bem os serviços prestados. Tudo sem áudio. Este fica por conta ora dos ruídos produzidos pelos atritos com os trilhos, ora por manifestações exaltadas, ou não, de passageiros. E, por falar em exaltação, ela ficará, em breve, mais propícia com dezenas de celulares desempenhando o papel a que foi criado entre uma viagem e outra. Na parte subterrânea, o sinal de celular será captado.
A “caixa” de transmissão de imagens também já ocupa seu papel de destaque em alguns ônibus. Ah... para distração dos passageiros, o áudio emitido disputa seus ouvidos com inúmeros vindos de todos os lados. Haja poluição sonora!
Aguardemos para ver quem vencerá essa corrida nada proveitosa às pessoas que precisam sobremaneira de um meio de transporte público eficaz em todos os sentidos.
José Augusto G. de Almeida em: http://amoraspalavras.zip.net
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