Onde Andas?
Onde andas, minha querida,
Luz de prata que me alumia
Por esses escassos laranjais?
Onde vagas, Deusa Psiquê,
Musa dos olhos alumínio,
Musa da Boca-doce-rosê?
Onde dormes, minha amada,
Orquídea roxa da madrugada,
Senhora dos campos florais?
Onde voas, alourada andorinha,
Mulher das palavras mais lindas,
Meus olhos não te vêem mais?
Meus olhos sedentos de te ver!
Meus versos puros impropérios...
Te procurei por todo castelo,
(Sinto uma falta de você!...
Quis teus olhos-azuis-boreais...)
Ó querida, da minha triste vida,
Nunca me deixe!... Jamais!
Deixe que te toque a brisa matutina,
Que roce o vento tua face purpurina,
Deixe que sopre por esses imensos
Trigais!...
Deixe que refrigere a fenda ferida
Que lhe machuca e lhe maltrata,
Ó minha doce amada... Poetisa..
És aromas das ervas sagradas...
Querida da minha vida,
Subamos por essa escada,
Sigamos a luz que alumia
Os meandros dessa estrada..
Quero contigo tocar o céu!
Meus olhos pedem para te ver!...
Faltam tuas palavras, Favos de mel,
Musa dos lábios-doces-lilases-rosê!
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Comentários
Onde anda sua musa?Que belo seu poema poeta Gilmar é simplesmente maravilhoso... Amei!
Beijos no seu coração! Izaura N. Soares Não vou nem perguntar... mas desejo imaginar...Bjs, meu Poeta... ..
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