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O QUE NOS CONTARAM

O QUE NOS CONTARAM:

Existem muitos aspectos que nos deixam atormentados e boquiabertos. Principalmente, quando procuramos estudar mais amiúde, a vida do único Espírito Puro, que pisou o orbe terrestre. Estribando-se em alguns aspectos, determinados exegetas, procuraram apor nos papéis a “real” verdade, sobre a vida do Nazareno. A verdadeira vida terrestre de Jesus só pode ser devidamente compreendida através das suas palavras. A Bíblia não é um livro indefectível, e é através dela que as nuanças nos deixam verdadeiras hipóteses. Se Deus ou seu Filho a tivessem escrito, não restariam dúvidas para a humanidade, mas como tudo feito pela mão do homem é imperfeito, a bíblia não seria uma exceção. Existe quem afirme, de que a Bíblia original teria sido destruída num momento de ira por Moisés, quando de seu regresso do Monte Sinai. O homem em seu evolver, sempre procurou extasia para seus descobrimentos. A verdade é que, fastos registros existem, mas onde se encontra a verdade? Se tudo passou de pai para filho, muitos fatos se perderam no tempo e no espaço, é cópia de cópia, e ainda mais, o que se encontra registrado causa certa refutação, já que, Jesus sempre falava através de parábolas. Nos últimos tempos apareceram diversos livros sobre a idéia do Cristo libertador. Alguns acham que o Nazareno era um revolucionário, um subversivo, que tentava libertar Israel do domínio Romano.

A luz dos Evangelhos e de outras fontes históricas é sem esperança querer provar essa hipótese, tanto mais que ele mesmo declarou explicitamente perante o governador romano Pilatos que o seu reino não era deste mundo. A humanidade sonhava com o ano 2000, ele veio, e já estamos no final de 2005, e ainda continuamos num mundo de provas e expiações. A realidade é que vamos ter que esperar pelo mundo de regeneração. A confusão que certos teólogos fazem entre Deus E Divindade tem dado azo a controvérsias seculares e milenares. Segundo os livros sacros na visão de João e de Paulo, o Cristo é Deus, mas não é Divindade, que ele chama “Pai”, que está no Cristo está, mas “o Pai é maior do que eu”. Na nossa visão Cristo não tem deidade, mesmo sendo filho de Deus. Em 325, no Concílio de Nicéia (hoje uma cidade da Turquia), 318 bispos reuniram-se para debater as mais diversificadas questões concernentes à igreja, tais como o dogma da Trindade, o Credo dos Apóstolos e a expulsão do primeiro herege de peso, Ário de Alexandria.

“Constantino Magno, o imperador romano que acabou com as perseguições contra os cristãos tornando-se um crente Raimundo (um pé na igreja e outro no mundo), acendendo uma vela para Jesus e outra para Barjesus. (Atos 13:6)”. Constantino ofereceu quatro presentes de grego para a cristandade: uma igreja mundana, o domingo como dia do Senhor, o dogma da Trindade e a festa do Natal. Existem inúmeros livros que afirmam que Jesus passou a sua juventude, entre 12 e 30 anos, em países estrangeiros, no Egito, na Índia, no Tibet. Entretanto, as fontes históricas do primeiro século ignoram totalmente uma ausência de Jesus. Nem mesmo mencionam a sua presença entre os essênios, à margem do Mar Morto, onde provavelmente esteve com João Batista. É de se estranhar, que os manuscritos encontrados em 1947 pertencentes aos essênios, tenham sido considerados apócrifos. E a sua divulgação é uma incógnita para muitos. Os Nazarenos, seus conterrâneos, estranham quando o jovem carpinteiro, aos trinta anos, aparece em público como profeta. Nem sequer freqüentou escola, afirmam eles. Os Nazarenos conheciam como o filho do carpinteiro José, que todo dia trabalhava na oficina de carpintaria. Não concordamos quando alguém afirma que os evangelistas fizeram bem em silenciar totalmente o período entre 12 e os 30 anos de Jesus. Se ainda hoje existem comentários de que, dois deles, não teriam convivido com o Mestre, Lucas e Marcos. E os mais audaciosos chegam a afirmar que os 4 não escreveram o Evangelho. Esta história é tão desconhecida como a geração de Caim. No século V, escreveu Santo Agostinho, então bispo de Hipona, que, com as palavras “tu és Pedro” Jesus não instituiu Pedro como pedra fundamental da Igreja; as palavras de Jesus não se referem à pessoa humana de Pedro, que é chamada “carne e sangue”; referem-se à revelação da Divindade do Cristo, confessada pelo apóstolo. “Tu és o Cristo, Filho de Deus Vivo”. A pedra fundamental da igreja, diz Agostinho, é o Cristo; a confissão Pedro, mas não o Pedro da confissão, é a pedra fundamental, mas não a pessoa humana, que pode ter sucessores, através dos tempos, ao passo que a Divindade do Cristo é a verdade permanente. É esta a convicção de Agostinho, que ele nunca revogou nem mesmo no seu livro posterior “Retractationes”. Ainda sobre esta opinião de Agostinho podem-se ter divergências diluidoras, pois sabemos que se não existe a Trindade, jamais Cristo foi Deus, e sim filho do Pai Eterno. Do ano 33 da morte de Jesus ao ano 54 da era cristã, os seguidores de Jesus eram chamados “os seguidores do Caminho” (Atos 11:26), do ano 54 ao ano 170 depois de Cristo os seguidores de Jesus de Nazaré passaram a ser chamados de “Cristãos”. Os ensinos do dogma da Trindade têm suas origens nas declarações do famoso apologista cristão, Tertuliano de Cartago (160-220) d.C. que afirmou em 196 da era Cristã a existência de três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, numa só pessoa. Quer dizer, as Santas Escrituras não mencionam a palavra Trindade. A origem do ensino da Trindade tem ligação com a tríade egípcia: Horus, Osíris e Ísis.

Você sabia que a Igreja Católica Apostólica Romana foi fundada no ano 381 D.C., pelo imperador, Teodósio I de Roma, através do Concílio de Constantinopla I e do decreto imperial “Cunctus Populus” que quer dizer, todos os povos. Toda massa, em peso, era convidada a aderir à nova igreja, sem nenhum critério ou exigência, passou então a receber pessoas de todos os matizes. A igreja católica recebia arianos, pagãos com seus deuses, os povos bárbaros não regenerados, mas degenerados. Outros convencidos e não convertidos, a Igreja Romana passou então a ser uma instituição totalmente paganizada, babilonizada e herética. Sobre ela o Apocalipse adverte a todos quantos almejam a salvação: “Sai dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados, e para não participardes dos seus flagelos” (Apocalipse 18:4). Mas antes no ano de 170 da nossa era, Santo Inácio de Antioquia, um presbítero daquela cidade da Síria e filho na fé do Apóstolo João, O Evangelista (e posteriormente o seu sucessor na congregação Cristã de Éfeso), escrevera uma epístola à igreja de Esmirna.

Declarando então no capítulo oitavo que os imperadores pagãos jamais conseguiriam destruir a igreja, pois ela era católica, ou seja, universal. Não confundir esta passagem com a igreja católica apostólica romana que não tem nada haver. Pois quando Inácio de Antioquia fez esta declaração e lê pertencia a congregação Cristã de Éfeso. E Santo Inácio, ao chamar a igreja cristã de católica, dava a entender que aquela Santa Instituição não se restringia, unicamente, às fronteiras do Império Romano, mas abrangeria espaço mais amplo. Quando em 381 depois de Cristo criaram a Católica Apostólica Romana, foi uma frustração total, daí surgindo os desmandos que perduram até os dias atuais.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-ESTUDANTE DE JORNALISMO

ACADÊMICO DA ALOMERCE E MEMBRO DA ACI-GESTOR DE EMPRESAS.

2006-03-16 Artigos Antonio Paiva Rodrigues Antonio Paiva Rodrigues
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Comentários

Gostaria de saber se vc tem o nome do livro em que se diz a data da primeira igreja fundada depois de cristo?pois me interesso muito pelo assunto faço faculdade de história e desejo pesquisar esse tema. Se tiver por favor me mande por email Fabiana Reinaldi Rosa Bersi
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