O QUE APRENDÍ...
Daquela vez que você me mostrou de que cor do arco-íris era tingido seu coração, que som sustentava sua esperança, de que ares sua vida era nutrida, de como era confeccionado seus passos rumo ao bem, de que matéria divina era feito seu sorriso e de como você podia sair do chão e voar léguas da terra, passei a entender porque existias, qual a razão de estares por aqui e como sua missão era cumprida a contento e de forma feliz e tão bonita.
Sabendo de tudo isso e de tanto mais, me dei conta de que andar com você era mais que preciso, era vital e também a minha missão. E assim, dei de aprender a voar -no começo lento e sem muito alcance, dei de estender meu sorriso no varal de tantas vidas, dei de rodopiar na brisa do fim da tarde, dei de assobiar sons que desconhecia, mas que iam de encontro ao seu dia e o enchia de paz e alegria, dei de fazer da gentileza minha bandeira mais colorida e desfraldá-la cada vez que o mundo me solicitava, e dei de sonhar sem fechar os olhos, de cantar sem ter ouvintes, de esticar meu viver para além da esperança, de provar demorado o doce que me ofertavas.
E hoje, ao olhar no espelho, me deparei com uma imagem serena, de paz, refletindo uma luz que saia do olho esquerdo –o lado do coração, a qual iluminou meu dia e me sussurrou que fosse pro mundo pois eu já tinha o dom de acalmar seu coração, de embalar e ninar o seu sonho mais bonito, de fazer do seu viver um cântico de amor eterno.
MAURO XAVIER BIAZI 17042008.
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