O HOMEM
Talvez, quem sabe, um dia o homem aprenda que a vida é finita, que o planeta é frágil, que o amor é indispensável, que o afeto é parte integrante da humanidade, que o sol é sagrado, bem como o sono dos justos.
Talvez, quem sabe, um dia o homem acorde pra gentileza, desperte seu sorriso mais bonito e verdadeiro, abrace o estranho e aprenda que todos estamos aqui para construir um tempo e um mundo mais igualitário e melhor.
Talvez, quem sabe, um dia o homem descubra de que é feito o sentimento mais nobre e, descobrindo isso, passe a andar com os que lhe são diferentes, e desapegue-se do material, e caminhe por entre os jardins que acolhem os puros de alma e coração.
Talvez, quem sabe, um dia o homem vista a dor do próximo, não deixe escorrer a lágrima do injustiçado, não permita a fome infantil, nem se deixe ficar indiferente ao sofrimento de tantos irmãos.
Talvez, quem sabe, um dia o homem vire homem, vire humano, vire um ser encantado e iluminado, mas tão iluminado e tão encantado, que lá de cima Alguém olhará pra ele e segredará que nunca, jamais tinha perdido a esperança nele.
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