O Espiritismo e a Ciência
O ESPIRITISMO FRETE A CIÊNCIA
Se os fenômenos espíritas se limitassem ao círculo de seus seguidores, a opinião geral poderia ver neles simples artigos de fé, sem maiores conseqüências de interesse geral.
Mas na verdade é que esses fenômenos se multiplicaram, numa sucessão sempre audaz e desafiadora.
O expediente de proibições e excomunhões se tornaria ineficaz, desacreditado e ingênuo diante da avalanche de fenômenos variados: vozes misteriosas, contato de mãos invisíveis, materializações de espíritos, escritas diretas, aparições de espíritos familiares, revelações de uma vida superior e mais bela, atestando a inquestionável sobrevivência da alma.
Era natural que, em face do volume de tantos fatos, a sociedade requisitasse o exame consciencioso de seus sábios e cientistas.
Então os cientistas, acossados por todos os lados, descruzaram os braços e se puseram a campo para uma investigação rigorosa e fria.
A ciência, representada por um grupo de personalidades sérias e refratárias a imposições religiosas, foi chamada a depor.
E depôs de tal forma, que os fenômenos espiritistas foi, por assim dizer, fotografado, pesado e medido.
WILLIAN CROOKES
Coube a Willian Crookes, o célebre físico inglês, chamar a atenção de toda Europa racionalista para a realidade dos fatos espíritas. Muitos esperavam de suas investigações uma condenação irrevogável e humilhante.
Todavia o veredicto do eminente sábio foi favorável. A Inglaterra cética assustou-se
com as certezas obtidas dentro do mais severo método científico e cercadas de prudência extrema.
Afinal, era preciso aceita-las, porque Crookes pesquisou com frieza, observou pacientemente, fotografou, provou, contra-provou e rendeu-se!
A. RUSSEL WALLACE
A. Russel Wallace, físico naturalista, considerado rival de Darwin, confessa: “Eu era um materialista tão convencido, que não admitia absolutamente a existência do mundo espiritual. Os fatos, porém, são coisas pertinazes. Eles me obrigam a aceita-los”.
como fatos.
CROMWEL VARLEY
Cromwel Varley, engenheiro, descobridor do condensador elétrico: “O ridículo que os espíritas têm sofrido não parte senão daqueles que não tem tido o interesse científico e a coragem de fazer algumas investigações antes de atacarem aquilo que ignoram”.
OLIVER LODGE
Oliver Lodge, membro da Academia Real, físico responsável, declara: “Não viemos anunciar uma verdade extraordinária; nenhum novo meio de comunicação trazemos, apenas uma coleção de provas de identidade cuidadosamente colhidas.
Digo “provas cuidadosamente colhidas”, pois que todos os estratagemas empregados para sua obtenção foram postas em prática e não fiquei com nenhuma dúvida da existência e sobrevivência da personalidade após a morte”.
WILLIAN BARRET
William Barrett, professor de física: “É evidente a existência de um mundo espiritual, a sobrevivência depois da morte e a comunicação ocasional dos que morreram”.
Ninguém, dos que ridicularizam o Espiritismo, lhe concedeu, que eu saiba, atenção refletida e paciente. Afirmo que toda pessoa de senso que consagrar o seu estudo, prudente e imparcial, tantos dias ou mesmo tantas horas, como muitos de nós tem consagrado anos, será constrangido a mudar de opinião.”
FREDERICO MYERS
Frederico Myers, da sociedade Real de Londres: “Pelas minhas experiências convenci-me de que os pretendidos mortos se podem comunicar conosco e penso que, para o futuro, eles poderão fazê-lo de modo mais completo”.
A. DE MORGAN
A. de Morgan, presidente da Sociedade de Matemática de Londres: “Estou absolutamente convencido do que tenho visto e ouvido a respeito dos fenômenos chamados espíritas, em condições que tornam a incredulidade impossível”.
ERNESTO BOZZANO
Ernesto Bozzano, que por mais de trinta anos se dedicou aos estudos psíquicos: “Afirmo, sem receio de erro, que, fora da hipótese espírita, não existe nenhuma outra capaz de explicar os casos análogos ao que acabo de expor”.
OCHOROWICZ
Ochorowicz, professor de Psicologia da Universidade de Lemberg: “Quando me recordo de que, numa certa época, eu me admirava da coragem de Willian Crookes em sustentar a realidade dos fenômenos espíritas; quando reflito, sobretudo, que li suas obras com o sorriso estúpido que iluminava sempre a fisionomia de seus colegas, ao simples enunciado destas coisas, eu coro de vergonha por mim próprio e pelos outros.”
CHARLES RICHET
Houve até quem fundou, uma nova ciência, com o objetivo exclusivo de verificar a autenticidade dos fatos supranormais. Este homem foi Charles Richet, criador da metapsíquica.
São dele as seguintes palavras: “Temos lido e relido, estudado e analisado as obras que foram escritas sobre o assunto e declaramos enormemente inverossímel e mesmo impossível que homens ilustres e probos como W. James, Chiaparelli, Meyrs, Zollner, de Rochas, Ochorowicz, Morselli, William Barrett, Gurney, Flammarion e tantos outros se tenham deixado, todos, por cem vezes diferentes, apesar de sua ciência, apesar de sua vigilante atenção, enganar por fraudadores e que fossem vítimas de uma espantosa credulidade”.
Eles não poderiam ser todos e sempre bastante cegos, para não se aperceberem de fraudes que deveriam ser grosseiras; bastante imprudentes para concluir,
quando nenhuma conclusão era legítima; bastante inábeis para nunca, nem uns nem outros, fazerem uma só experiência irreprochável.
“ A priori, suas experiências merecem ser meditadas seriamente.”
GELEY
Quem vai agora depor é Geley, diretor do Instituto Metapsíquico de Paris, cientista exigente e poderosa inteligência:
“É preciso confessar que os espiritistas dispõem de argumentos formidáveis”.
O espiritismo só admite fatos experimentais com as deduções que eles comportam.
“Os fenômenos espíritas estão solidamente estabelecidos pelo testemunho concordante de milhares e milhares de pesquisadores. Foram fiscalizados, com todo rigor dos métodos experimentais, por sábios ilustres de todos os países. Sua negação pura e simples equivale hoje a uma declaração de falência”.
Finalmente Geley dá este admirável testemunho de estudioso honesto:
“Notemos imediatamente que não há exemplo de um sábio que tenha negado a realidade dos fenômenos depois de estudo um tanto aprofundado”.
Ao contrário, numerosos são aqueles que, partindo de completo ceticismo,
chegam à afirmação entusiástica.”
ESPIRITISMO E PARAPSICOLOGIA
Nos EUA, em torno de 1930 Joseph Banks Rhine, iniciou os estudos que vieram desembocar na estruturação de um novo ramo da ciência preocupada em estudar os fenômenos chamados inabituais.
Enquanto o método da Metapsíquica se baseava no aspecto qualitativo do fenômeno e no testemunho pessoal dos que presenciavam os mesmos, a Parapsicologia introduziu o método quantitativo.
O método quantitativo procura estabelecer um meio de fazer que os fenômenos se reproduzam sob determinadas condições.
O Método quantitativo busca seguir os padrões utilizados na metodologia cientifica.
A metodologia científica serve se de métodos que possam ser testados, repetidos e confirmados. Na metodologia científica deve ser descoberta a causa e a lei que rege o objeto da investigação.
Fenômeno normal – é o que se enquadra no conjunto das leis conhecidas e aceitas que governam os processos naturais.
Fenômeno paranormal – Fenômeno inabitual, não se sabe e nem se domina as leis que o regem. Todo o fenômeno paranormais denominasse de PSI, embora nem todo fenômeno paranormal seja psíquico, podendo ocorrer sobre objetos e coisas que independem do psiquismo das pessoas envolvidas na ocorrência.
Portanto a doutrina espírita passou incólume por todas as investigações, e hoje os que acham que espíritos são coisas do imaginário, sobrevivência da alma e devaneio apenas revela seu analfabetismo cientifico.
A Doutrina Espírita tem tríplice aspecto é Ciência, Filosofia e Religião e quem queira aprender sobre a mesma pode ler O Livro dos Espíritos, como se estivesse lendo um livro de Filosofia ou Ciência, pois não é necessário deixar sua crença para ter noção de assunto que lhe diz respeito.
Francisco Amado
http://www.jconexao.com.br
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