O aniversário
Fechei os olhos!
Agucei os meus sentidos...
Busquei inspiração no teu sorriso.
Rico em meiguice e singeleza.
E no negro pano de fundo,
No âmago do meu pensamento.
Milhões de pontos prateados,
Cristalizavam-se naquele momento.
Meus dedos então!
Começaram a se mover.
E no afã de capturar as idéias,
Corriam desesperados pelo teclado,
Tropeçando por entre as teclas.
E na branca tela!
Negras letrinhas arial itálico,
Surgiam formando palavras!
E lentamente as ordenava em orações.
Algum tempo depois! Porém...
Perdido entre regência e concordância.
Pronomes, artigos e conjunções.
Percebi que não iria tornar mais feliz para ti,
O vigésimo quarto dia de setembro.
Então mergulhei no dicionário,
E procurei entre tantas.
Mas... Não achei!
Se quer! Uma palavra chave me sorriu!
Nada com que pudesse formar um ramalhete.
Atrevidas! Tais letrinhas!
Saltavam por sobre as linhas como pipoca,
Invadiam parágrafos,
Ignoravam os pontos.
Arredias!
Desprezavam toda e qualquer formatação.
Senti-me completamente incapaz.
Vi-me impossibilitado de acrescer,
Se quer, um brilho em teu sorriso.
Peço-te que me desculpe amiga!
Pois, fogem-me as palavras.
Desvencilham-se de mim de tal forma.
Que só me resta, portanto,
Desejar-lhe.
Muitas felicidades!
E uma vida longa, repleta de alegrias!
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