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O adeus

A cor do céu é cinza!

Jardim de outono!

Tarde de chuva!

Folhas cor de bronze...

São arrastadas pelo vento.

Um olhar lacrimejante!

Emoldurado...

No vidro traseiro de um carro.

Maquiagem borrada.

Uma cena de adeus!

As horas passam...

Nem um beijo!

Dias se vão... Semanas!

Quantas vezes!

Poderia ter te amado?

Meses se sucedem!

A primavera já se foi.

E outra já se faz presente.

E nem se quer...

Teu sobrenome eu sei!

A felicidade não espera.

Tal qual o tempo... Corre!

E nele... Não se pode voltar.

Seja para corrigir grandes erros.

Ou pequenas falhas.

Depois do fio da navalha... Sempre!

Algo... Tem que mudar.

Quem peca...

De seu pecado pode se redimir.

A quem perde por esperar...

Só resta lamentar!

Aos que lamentam...

Lagrimas não faltarão.

Mas nem toda lagrima do mundo...

Trará de volta o amor que se foi!

A juventude que ficou no passado.

É agora... Apenas...

Pegada esquecida!

De um velho ancião que tremulo...

Passa o dia a resmungar sozinho...!

Acidiado!

Fecha-se... Em seu mundo escurecido.

À espera do fim.

2008-08-11 Poemas e poesias Jaime Aparecido Donizeti Privatti Jaime Aparecido Donizeti Privatti
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