Neves Invernais
Muito mais além: Na orla escura
Entre as florestas de pedras nuas
Uma criança sorri para as plantas
E concede a todo mundo um olhar
Que mergulha em luz que encanta
E rasga o véu que insiste em pairar
Sobre a névoa que voa sob a selva...
Enriquece todo cenário, lindas pedras,
Tais quais as malacachetas e as ágatas
Que são as mais finas e cristais águas
Que cintilam de forma deslumbrante
Cristalizadas como os duros diamantes,
Que olhos humanos não vêem jamais,
Dos dias alvacentos de neves invernais...
Medusas ondeiam no profundo dos mares,
Invisíveis e cobertas de roupagens jaspes
E festivas como princesas em dia de debutante...
Passeiam, sossegadamente, peixes multicolores
De escamas e barbatanas de pratas brilhantes
Em luta desigual com seres de fortes couraças...
Árvores de corais semeadas por mil estrelinhas
Erguendo-se das profundezas espectrais marinhas...
Nossa Terra não é um nada ! Nossa Terra, nossa casa!
Além do infinito: Ali, uma rosa em seu sagrado cálice.
O movimento das suas pétalas é o torvelinho, que se sabe
Que move todas as dunas areais do nosso pequeno deserto...
Beleza e magia rege toda a essência de um cosmo...
Ao pé de minha mesa, onde escrevo, meu cão...
Me olha na ânsia danada de que eu abra o portão
De meu quintal para nosso passeio diário e matinal...
Finco meus olhos na profundidade dos olhos do cão
Que sei que homem nenhum decifrará os seus mistérios...
Olhos onde se podem contemplar todo segredo do universo.
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