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Nada mudou

Nada mudou! Exceto... As horas!

Desde a ultima vez em que te vi.

E te guardei na memória.

O céu? Ora... ora o céu!

O céu!... Continua o mesmo!

Frágil e indefeso ante a noite,

Que o devora!

E que transforma seu azul intenso.

Num manto negro salpicado de prata.

Guardiã das piores horas da minha vida

Testemunha da minha dor e melancolia

As quais!... Sabiamente disfarço durante o dia

Entre um e outro afazer.

Também continuo o mesmo.

Investindo na mesma empreitada.

Passando as manhas dos dias.

As tardes! As noites! As madrugadas!

Sempre ilhado no mesmo pensamento!

Seguir em frente!

Até alcançar-te minha paixão!

Sei que ainda te pego de guarda baixa!

Dia desses... Vai se distrair!

Há de vacilar!

Lentamente... Vou me acostumando!

À minha nova companheira...

De todos os dias!

Indesejada e acirrada.

Justa como uma luva.

Fiel!... Como um cão!

Quem dera!...

Esquecesse de mim...

Ao menos por uma hora...

Cruel saudade!

Que mesmo em meus sonhos.

Insiste em me perseguir.

Atreve-se a me importunar.

Regada de boa memória...

Não me deixa esquecer-te.

Mas... Apego-me ao que há de bom!

Em meio ao desespero...

Um grão é melhor que nada!

Tua imagem levo na memória.

E o mundo... Gira lá fora.

Pessoas riem enquanto choro

Seguem seu caminho.

Sigo o seu!

Afinal! Ainda não me disseste não!

Crueldade ou distração?

2008-08-11 Poemas e poesias Jaime Aparecido Donizeti Privatti Jaime Aparecido Donizeti Privatti
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