Nada mudou
Nada mudou! Exceto... As horas!
Desde a ultima vez em que te vi.
E te guardei na memória.
O céu? Ora... ora o céu!
O céu!... Continua o mesmo!
Frágil e indefeso ante a noite,
Que o devora!
E que transforma seu azul intenso.
Num manto negro salpicado de prata.
Guardiã das piores horas da minha vida
Testemunha da minha dor e melancolia
As quais!... Sabiamente disfarço durante o dia
Entre um e outro afazer.
Também continuo o mesmo.
Investindo na mesma empreitada.
Passando as manhas dos dias.
As tardes! As noites! As madrugadas!
Sempre ilhado no mesmo pensamento!
Seguir em frente!
Até alcançar-te minha paixão!
Sei que ainda te pego de guarda baixa!
Dia desses... Vai se distrair!
Há de vacilar!
Lentamente... Vou me acostumando!
À minha nova companheira...
De todos os dias!
Indesejada e acirrada.
Justa como uma luva.
Fiel!... Como um cão!
Quem dera!...
Esquecesse de mim...
Ao menos por uma hora...
Cruel saudade!
Que mesmo em meus sonhos.
Insiste em me perseguir.
Atreve-se a me importunar.
Regada de boa memória...
Não me deixa esquecer-te.
Mas... Apego-me ao que há de bom!
Em meio ao desespero...
Um grão é melhor que nada!
Tua imagem levo na memória.
E o mundo... Gira lá fora.
Pessoas riem enquanto choro
Seguem seu caminho.
Sigo o seu!
Afinal! Ainda não me disseste não!
Crueldade ou distração?
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