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NO QUARTO DE LUCI

NO QUARTO DE LUCI

Por Carlos Higgie

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___ Dói!- queixou-se Luci, relutante mas sem oferecer muita resistência, sem opor-se, realmente, ao lento e calculado avanço de Marcelo.

___ Dói muito! – insistiu a garota, fechando os olhos e mordendo a fronha perfumada. As mãos firmes de Marcelo seguravam-na, as pernas fortes e cabeludas separavam as suas e ela sentia a pressão constante no ponto mais sensível da sua, até então, protegida e inatingível área traseira.

Marcelo, suando um pouco, apesar de que um vento frio soprava lá fora e teimava em colar-se por alguma fresta da janela, permanecia firme na sua decisão de profanar e tomar conta daquele último reduto da garota. Uma sensação maravilhosa de poder tomava conta do seu ser.

Ah!, quanta poesia encerrava aquele corpo jovem. Mal sabia ela que, em determinados momentos, ele se conformaria com ficar assistindo o jeito meigo e despreocupado com que ela se livrava das roupas. A blusa saindo pela cabeça, a saia caindo desmaiada, os sapatos, as meias deslizando como sem querer, a calcinha descendo e mostrando pouco a pouco o bumbum arredondado e perfeito. Quanta sensualidade! Quanta poesia! Mas agora era a hora e o momento exato de colocar para fora seu lado animal, tomando conta do corpo titubeante da garota, guiando-a por caminhos inéditos do prazer.

Luci sentiu o aumento da pressão atingindo seu nível máximo e teve vontade de fugir, de chorar, de resistir. Porém, já era tarde, algo cedeu e o falo resvalou, vitorioso, avançando e tomando posse daquele território inexplorado. Após alguns minutos, que duraram séculos, ele parou de empurrar e ela sentiu, ao mesmo tempo, o contato dos pêlos nas suas nádegas lisinhas y até então tensas. Estava tudo irremediavelmente lá dentro. Ela choramingou sem muita convicção e pensou que não tinha doido tanto assim. Relaxou um pouco e suspirou profundamente, deixando escapar um involuntário sussurro.

Estavam ali, na sua cama de solteira, no seu quarto decorado com tons rosas e azuis, violando de vez sua intimidade. Na ausência dos pais, que tinham ido visitar um parente doente, ela teve a ousadia de convidá-lo para desfrutarem dos seus corpos no seu pequeno e caprichado dormitório. Agora ela estava ali, o bumbum empinado, quase de quatro, acabando com suas convicções, esquecendo seus preconceitos, suas idéias, entregando-se para um homem completamente tarado e obcecado pelo seu corpo de mulher nova.

Viu seu rosto no espelho do guarda-roupa e não se reconheceu. Aquela não era ela, não podia ser. A dor estava passando e um tesão diferente começava a tomar conta do seu corpo e a desfigurar seu rosto. Fechou os olhos para desfrutar melhor das suas sensações.

Marcelo, acavalado sobre ela, forçava-a a levantar mais o bumbum, ao mesmo tempo que começava a mexer-se para trás e para frente, saindo e entrando, aumentando e diminuindo a pressão, num jogo de vaivém que acabou com os últimos resquícios de resistência da garota. Estava totalmente entregue à tara daquele homem maluco. Entrava tudo e ela já não conseguia fugir; a cada estocada ela suspirava e gemia mais forte, aquilo a rasgava e, ao mesmo tempo, a excitava como nunca. Ele, passando uma mão por debaixo do corpo dela, alcançou o sexo molhado e procurou o delicado botão avermelhado, que era como um estopim pronto para explodir os orgasmos contidos naquele corpo vibrante. Foi assim que ele a fez gozar: cravando com força e determinação, abrindo cada vez mais suas deliciosas nádegas, mexendo sem parar no clitóris entumecido e murmurando obscenidades com a boca colada na nuca da garota.

___ Abre bem, minha putinha! – dizia, sem parar de socar e tirar -, sente como ele entra até o fim, sente com rasga teu rabo, sente como meu pau cresce e está pronto para te encher de leite!

___ Ai, ai! – suspirava ela, já sem sentir dor e mergulhando feliz no primeiro orgasmo – Ah! Ah!

___ Vou ficar dentro de ti, te enrabando, te comendo assim todo o dia! Todo o dia! Minha putinha!

___ Come! Come que eu deixo! – quase gritou ela, percebendo que o orgasmo galopava livre pelo seu corpo, arrancando das suas fibras, dos seus músculos, das células, da sua alma atônita, incontáveis vibrações, gritos e sensações.

___ Viu como você agüenta tudo?- provocou ele, socando com um pouco mais de força.

___ É muito grande, meu amor! – queixou-se com um gemido ela – Mas eu agüento tudo, tudo, tudo, meu amor!

___ É seu rabinho que é pequeno e apertado, garota – brincou ele, sem perder o ritmo da penetração- Mas já está acostumado com meu pau; sente como entra tudo!

Luci, repentinamente contagiada pela loucura dele, resolveu incrementar a penetração, apoiando-se nos cotovelos e nos joelhos, ficando de quatro, começou a mexer os quadris ritmicamente, fazendo com que ele socasse mais e com mais força.

___ Safada! – festejou ele- Você estava louquinha para levar no rabo!

___ Mete tudo, amor, crava esse pau, soca, soca, soca! – delirava ela, entregando-se incondicionalmente.

A cama, sacudida pelos movimentos intensos dos dois, rangia e parecia prestes a desmanchar-se. Eles não prestavam atenção, estavam em total estado de obnubilação, possuídos pelo desejo e a paixão.

___ Vou gozar!- anunciou Marcelo, segurando-a firme pela cintura e metendo tudo de uma vez, sem piedade, sem conseguir resistir aos movimentos luxuriosos da garota. Gozou e deixou cair o peso do seu corpo sobre ela. Permaneceu cravado na garota e percebeu que ela procurava seu clitóris para masturbar-se e gozar novamente. Ficou enterrado na carne jovem, enquanto ela procurava mais um orgasmo para desafogar seus desejos.

Naquele preciso instante, quando Luci gemia mais alto, vibrando intensamente, esticando as pernas e apertando com seu ânus desvirginado o membro ainda duro de Marcelo, a mãe da garota entrou no quarto e quase desmaiou. Ali estava sua filha querida, que ela ainda acreditava ser menina, em pleno ato de sodomia com um homem desconhecido e maduro. Desconhecido? Não era acaso o marido da sua amiga Eulalia?

2005-08-27 Adultos Carlos Higgie Carlos Higgie
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