Minhas faces
Eu sou aquele que ninguém vê
Que ninguém sente
Sou aquele que chora
Que sente dor
Que fala
Que grita e ninguém escuta
Eu sou o vento que sopra sem destino
Eu sou as ondas do mar que castigam a se próprias
Jogando-se contra as pedras
Eu sou a morte de quem deseja vida
E ávida de quem deseja morte
Sou à força do fraco
E o fracasso do forte
Eu sou a luz da vida e a sombra da morte
Sou as lagrimas dos olhos de quem chora por amor
Sou o medo dos que não amam para não chorar
Eu sou o filho que não nasceu
E a flor que não desabrochou
Sou a melodia que ninguém cantou
E o amor que ninguém descreveu
Sou o grito desesperado daqueles que sofrem por amor
Sou o fim do abismo para aquele que desistiram da vida
E o começo do nada
Para aqueles que choram pela primeira vez.
Autor e Escritor: Ronaldo Barros
"Poeta Negro"
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