Minha Irmã
Pergunto-me onde está você agora. Onde está você, minha irmã? Por onde andas? Sumiu, evaporou, num piscar de olhos; mudou. Sinto-me esquecida. Onde está minha vida? Sem você há vida? Não acho o caminho de luz, é como se o inferno do desespero me puxasse com ardor. Necessito da paz, da paz que sentia contigo, minha irmã. Seus abraços eram os únicos capazes de acalmar meus soluços, e agora, onde estão eles?
Seus braços, malditos braços, me trocaram por outro; outros; por todos. Por que fizestes isso comigo? Já não basta o sofrimento acumulado do passado, você me traz dores futuras. Amas-me mesmo ou está possuída pelo costume constante? Pedi para que não fosses embora, não me escutou, se foi! Não voltou! Minha irmã, agora nada mais, nada menos do que a causadora dos apertos constantes de meu coração.
Deborah Strougo
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