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Metamorfose

Assim como da lenha queimada

Sai energia em forma de fumaça,

Também minha alma, enfim libertada,

Abandonará esta velha carcaça...

Mergulharei no imenso mar desconhecido

Com a mesma curiosidade e mesmo encanto

Com que aqui nessa terra eu tenho vivido:

Agradecendo as alegrias e também o pranto.

E por saber que a dor muito ensina

Não levarei nenhuma mágoa

Quando me mudar para o andar de cima!

Não lamentarei nada que tenha sofrido

E, como um rio que por fim deságua,

Saberei que minha vida fez sentido!

Mas, antes, quero plantar, junto contigo,

Mais uma árvore, um poema, um amigo!

2008-09-08 Poemas e poesias Mário Cesar Serafim Mário Cesar Serafim
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