MÁSCARAS...
Não somos mais felizes porque não deixamos cair nossa máscara, não deixamos ninguém adentrar nossas fragilidades a oferecer força e apoio. O homem tem padecido de sua relutância em deixar cair a máscara do orgulho, a máscara da solidão, a máscara da dissimulação, a da dor solitária, a máscara da falsidade, enfim, todas as máscaras que, se retiradas fossem, permitiria um viver verdadeiro, humano e feliz. Pobre e atormentado homem, insensível e tosco ser, amedrontada e acuada criatura que por conta de um simples gesto poderia viver um paraíso de emoções diferentes, um espetáculo cujo papel principal seria só seu. Fica, pois, a constatação que enquanto as máscaras não caírem, enquanto não for permitido o toque amigo, a palavra mais certa e capaz, a revelação da verdade e de todos os medos e indagações, todos padeceremos do mal da máscara eterna que assusta, afugenta e encobre o verdadeiro homem. Deixe sua máscara cair, deixe pois descortinar um novo, verdadeiro e abençoado homem neste ser assustado, acuado, atormentado, fragilizado e tão falsamente representado.
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