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Libertação

Sempre caminhei pelo meu próprio caminho

Às vezes no escuro, às vezes na luz

Houve momentos de escolhas

E no final da minha vida parei

Diante de uma escada solitária

As arvores indicavam o outono

Outra estação de um tempo indeterminado

O primeiro degrau já era passado

Neste instante pensei

Para onde esta escada me levará?

Um paraíso onde encontrarei a paz

Ou um novo caminho para trilhar?

A cada passo me sentia mais inseguro

De qual seria o fim de uma historia

Com emoções e decepções

Oitenta e seis degraus

Olhei para o começo da escada

Havia apenas riquezas e paixões

Segui adiante numa névoa acolhedora

Nada mais vi

Nada mais senti...

2006-10-15 Religiosos Guilherme Augusto Guilherme Augusto
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