Instante Fatal
INSTANTE FATAL
De masturbações não nascerão filhos “, escreveu a poeta solitária e, entre um e outro copo de vinho, me perguntava, bêbado de silêncio e de tempo, se do sexo casual nasce o amor.
Rosana, que é totalmente quadrada, não entende o que significa sexo casual. Não explico, apenas deixo cair minha mão entre seus seios e a empurro suavemente sobre o sofá. Sei que o amor é um jogo, digo, e ela separa as pernas, abre a alma e joga com seu corpo inteiro.
Naufrago na sua pele e no seu hálito confuso, afundo no mar encrespado de sua sensualidade, esqueço poemas e filosofias. Me pergunto, em pleno torvelinho de gozo e desespero, será seu dia fértil?
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