INSIGNIFICÂNCIA
INSIGNIFICÂNCIA
Eu vivia a minha rotina
Como se vive ou se morre todo dia:
Sem quaisquer perspectivas.
Se eu partisse, se eu morresse,
A minha ida para lugar nenhum
Em nada iria modificar esse circo
Tão indiferente às nossas angústias
Humanamente inúteis...
Nesses mágicos instantes
Percebemos o quanto nossas vidas
São desnecessárias e fúteis...
E nos damos conta da verdadeira dimensão
Da nossa amarga insignificância,
Como nunca havíamos compreendido antes.
E nos sentimos como pigmeus
Sobrevivendo em terras de gigantes!
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