Horas vagas
Agora quando corro nas ruas, não sinto mais medo do que você vai pensar de mim, mais temo tanto ficar sozinha. Eu vivo procurando aquilo que ainda não sei, vivo tentando viver, mais eu ainda não entendo porque faço isso. Preciso da minha droga, e a única que me cura deste vazio inconsolável, é você. Eu já tentei pedir desculpas várias vezes, eu dizia não a cada decepção, mais perdoe-me, foi sem querer. O mundo parece tão pequeno para mim agora, mas você continua distante. Eu não consigo entender mais nada. Acordo em uma manhã cinza e sigo a rotina dos meus dias monótonos. Os dias são cansáveis, quase paro pouco para pensar, mas a noite, ela de fato me odeia! Ela me deixa tão triste, me transformo em um monstro qualquer, saio às ruas, corro e grito desesperadamente o seu nome, mais você está tão surdo de mentiras, que mal pode ouvir o meu amor...
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