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Há, há, há...

Eu posso entrar dentro dos meus pensamentos agora. Os mais obscenos, aqueles que durante anos foram restritos ao meu próprio corpo, domínio. Eu sinto que estou morrendo, apodrecendo! Estou fedida! Meu sangue escorre pelo meu corpo nu, meu vômito é apenas uma expressão de que não estou bem (para você). Adoro minhas sensações de loucura. Meus delírios insanos, são fervorosos -- como freiras nuas se masturbando, por favor, me esqueça agora. Eu posso gozar na (da) sua cara, se você quiser, eu posso brincar de morrer e matar, mais isto, quem escolhe, sou eu. Podemos infernizar o mundo com as nossas vontades agora, podemos grunhir como demônios esta madrugada, venha comigo... Eu sinto que as crianças estão morrendo, os cadáveres do cemitério, estão ressuscitando, como se fossem "jesus". A cruz que bate no meu peito, será cravada daqui alguns instantes no seu ânus, você sentirá um prazer imenso, você sentirá prazer, você saberá agora, que "jesus" vai entrar dentro de você! Você não vai me impedir agora, de comer tripa, por tripa, daquilo que mais temo. Você não vai impedir que as minhas fezes caiam sobre a face daquilo que mais odeio. Você não vai impedir que as minhas risadas ofendam o supremo. Você não vai impedir que eu morra fria e com dor de cabeça. Você não vai impedir que eu seja infeliz pro resto da vida e fique feliz com a morte. Você não vai! Você não deve! Você não pode... Quem você pensa que é, “deus”?

2006-03-20 Sentimentais Catherine Catherine
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