Folhas Secas
A noite cai
Uma lágrima percorre a face
Na escrivaninha uma folha em branco
Uma caneta, uma rosa e uma taça de vinho tinto
A meia luz
Pode-se enxergar o porta-retrato
O causador daquela lágrima
Que acaba de cair sobre a folha
Esta não se encontra mais em branco
Agora pode-se notar um borrão de tinta no papel
A taça já está pela metade
E na mesma sequência o vinho diminui
E as lágrimas aumentam
Ela se dá conta que é hora de mudar
Agir como as estações
Que vem e vão mas sempre de forma diferente
O Sol nasce
Não há lágrima no olhar
Há uma ferida antiga no coração
Olha rapidamente a escrivaninha
E substitui o porta-retrato por um vaso de flores
A caneta e o papel permanecem ali
Mas agora com a função de demontrar beleza
Através das palavras
A taça de vinho deu lugar
A uma jarra de água cristalina
Que reflete seus olhos cheios de vida
E a rosa foi substituida por outra
Agora sabe-se que o destino somos nós que traçamos
Alegria ou tristeza?
A escolhe é sua.
Pois a vida é como as estações do ano.
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