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Folhas Secas

A noite cai

Uma lágrima percorre a face

Na escrivaninha uma folha em branco

Uma caneta, uma rosa e uma taça de vinho tinto

A meia luz

Pode-se enxergar o porta-retrato

O causador daquela lágrima

Que acaba de cair sobre a folha

Esta não se encontra mais em branco

Agora pode-se notar um borrão de tinta no papel

A taça já está pela metade

E na mesma sequência o vinho diminui

E as lágrimas aumentam

Ela se dá conta que é hora de mudar

Agir como as estações

Que vem e vão mas sempre de forma diferente

O Sol nasce

Não há lágrima no olhar

Há uma ferida antiga no coração

Olha rapidamente a escrivaninha

E substitui o porta-retrato por um vaso de flores

A caneta e o papel permanecem ali

Mas agora com a função de demontrar beleza

Através das palavras

A taça de vinho deu lugar

A uma jarra de água cristalina

Que reflete seus olhos cheios de vida

E a rosa foi substituida por outra

Agora sabe-se que o destino somos nós que traçamos

Alegria ou tristeza?

A escolhe é sua.

Pois a vida é como as estações do ano.

2006-05-20 Poemas e poesias Fabiana Conceição Fabiana Conceição
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