Os teus olhos
Teu olhar!
Quase sempre é fugaz.
Difuso como a luz!
Que com seus primeiros raios...
No alvor do amanhecer!
Mesmo antes do nascente...
Tênue bruma indulgente... vaza!
Irisando-se progressivamente.
Por entre gotículas ingênuas e inocentes...
Decora o horizonte pálido.
Do róseo alaranjado...
Ao rubro afogueado.
Quão eloqüente!...
Colori meu coração!...
Enriquece min’alma!
Suave luminescência rara!
Revigorando min’aura.
E embora distante se faz presente!
Para além do quê!
O qual mesmo atrás dos montes...
Em sua contumácia me faz contente!
Revelando assim...
Que no anverso desta tela!
Em qual se refrata sutilmente.
Oculta-se denso astro...
Cálido corpo veemente.
Como o fogo que me reservas...
Na essência dos seus desejos.
De qual’ora a pino me contemple!
Com os mais íntimos!
Dos seus segredos!
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