Fim
Não sei porque da tempestade em copo d’água. É o fim?! Sim e daí! Mas fim do que eu me pergunto? Fim da sua ausência? Fim do seu pouco caso comigo e com as coisas que gosto? É o fim da sua sinceridade grosseira e sem limites? É o fim da sua falta de tato, contato? É o fim de um anonimato terrível que me incomodava tanto? É o fim mas minhas noites mal dormidas e com pesadelos? Pois então que você vá!
Se fosse tão simples assim, não estaria chorando e nem preocupada. Ansiosa e com medo.
Você é único. É especial. Muito especial diga-se de passagem. E eu sei que gosto de você. Mas não dá mais para suportar tamanho descaso seu comigo. Tamanha falta de consideração, ausência de amor ao próximo. E isso porque não me refiro ao amor homem x mulher não; mas estou me referindo ao amor mais humano que isso; amor ao próximo simplesmente.
É isso que não suporto em você. O seu coração duro e covarde. Nada pessoal como você diria!
Eu pensava que iria usar um outro tipo de texto pra você. Daqueles que eu costume escrever... daqueles que se pede mais uma chance, do tipo que quer começar de novo, ou até mesmo do tipo que se pergunta: “você me quer dentro ou fora da sua vida?”. Mas a minha dor é tamanha que não quero começar de novo, não quero diálogos, não quero mais saber sua opinião em relação a minha. Eu agora só quero o direito de não ter mais que falar com você. Nem te ver e nem ser mais usada.
Quero o direito de por um fim em algo que não existe. Algo que nunca começou mas eu sempre quis que existisse. Não existem culpados pois não existem erros e tão pouco não estamos competindo para vem quem começou ou quem vai terminar. Meu querido, apenas não existo mais pra você. Não quero noticias sua e não espere receber noticias minhas também. O meu silêncio te basta. Busque refúgio em sua tão amada solidão.
Laís Luci
(02/06/2008)
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