Falésia...
Raios milhões de teus miríades dedos...
Tocam o espaço azul do belo planeta
As melanias alouradas dos teus cabelos!
Tudo é renovação!... Assim rege a lei...
A raiar, sempre jucundo, o belo astro-rei!
Reina luz em uma multicolorida primavera,
Nós, ali, sentados no cimo de uma falésia,
Rubro todo o horizonte... o vento brincava
Com nossos medos... Olho fundo nos teus
Olhos, venta o vento dos nossos segredos...
Te beijei...
Te beijei!... Há! O açúcar dos lábios meus
Jorrou em tua boca!
Nossas línguas se entrecortando, se tateando,
Loucas!
Nada poderia cronometrar o tempo que gastamos...
Até os deuses deixaram seus afazeres para nos ver!
Foi-se o ocaso. Cobriu-se de anjos o manto estrelado...
Caíram estrelas de fogo. Nossos corpos incendiados
Pelo prazer...
Corrompidos pelos fartos e sagrados desejos..
Não importa mais nada no mundo...
Continuamos nosso infindável beijo...
-
Deixe seu comentário
-
Pontue este textoQuantas estrelas este texto merece?
-
Envie este texto por e-mail para seus amigos
-
Mande este texto para a impressora
clique aqui para denunciá-lo. Ele será avaliado e, se necessário, corrigido ou apagado.