Extraterrestre
Dificilmente alguém presta atenção nas letras das músicas que ouve. Eu sempre tento descobrir o que o compositor quis dizer com suas palavras. Foi aí que me peguei em meio a uma apresentação de uma banda, hoje, coçando o meu queixo pensando na letra da música que tocava. Engraçado, não? Mas o que mais foi engraçado foi que um dos componentes da banda que me fez perceber isso quando resolveu olhar pra mim e me imitar. Ai. Cuidei pra não fazer mais a noite toda. Mas eu e meus pensamentos! Me peguei sorrindo pros cantores toda vez que ouvia as letras e achava interessante! Simplesmente o jogo das letras misturado com a mágica música me deixa perdida em mil pensamentos.
O inglês de uma das músicas dizia: “e bata suas mãos, lalala, bata suas mãos”, e lá estava eu batendo palmas como uma extraterrestre em meio à multidão. Essa é a palavra. Extraterrestre. É como me sinto na maior parte do tempo. Às pessoas todas dançando em busca de um “alvo” pra abraçar, e eu só querendo ouvir as músicas, dançar e sorrir pros cantores como quem diz: “eu estou gostando! A interpretação está ótima!”. Doida de pedra!
Acho que quase todos os integrantes estavam achando que eu estava me insinuando. Mas eu só queria dizer que estava legal. Que eu achava eles legais. Que música é lindo! Que palavras são lindas! Que cantar é lindo! Que a vida é linda e que eu amo todo mundo. Sim. Repito. Extraterrestre. Eu sei.
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