Entre o coração e a razão
Preciso dizer o que está em minha mente
A vida é mais complicada do que eu imaginei
Dessa vez, parto com o coração na mão
Ir embora será mais difícil do que da última vez
De alguma forma, tudo contra o que lutei
Voltou-se contra mim...
Não tive forças para resistir
Dá medo admitir, mas me apeguei
Isso já me fizera sofrer tanto...
Partira meu coração em frangalhos
Uma e outra vez...
Fiz um pacto comigo mesmo e congelei meu coração
Não foi fácil abrir mão
Do que me fazia feliz
Fiz o que tive que fazer... Não me arrependo
Solucionei meus problemas, não tive mais nenhum sofrimento
Mas ao mesmo tempo, não tive mais nenhum sorriso verdadeiro
Foi então que ao arrumar minhas malas
Tive uma profusão de memórias...
Saí correndo e me escondi no banheiro... Chorei...
Nem sei por quem... Talvez por tudo o que conquistei
E agora deixo para trás...
Chorei
Escondido de mim mesmo...
Em um minuto, as lágrimas eu sequei
Mas a idéia ficou retumbando em meu pensamento
Fujo, mas não sei por que estou correndo
Meus ideais continuam os mesmos
Mas estão balançados por esse sentimento
Um saudosismo do que eu ainda tenho
Talvez esteja sofrendo por antecipação...
Mas a dor é real
Estou com o coração numa mão
E na outra a razão...
Por mais que eu tente ser impulsivo
Mas o pragmatismo acaba falando mais alto, sempre...
Sei que a dor se converterá em experiência
E o melhor é aproveitar o tempo que me resta
Antes que eu desapareça da minha vida novamente
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