Enigma 10
"Na sala principal, estou arrumando o equipamento para sair, estou assustada, pois têm alguém me seguindo, mas a câmera não mostra. Peguei a maleta e sai pela porta da frente, mas ela está trancada, estou olhando toda hora para a câmera, mas... espere... tem algo em cima da mesa, é a televisão, por que deixei a televisão na mesa? Ela está mostrando algo? Esta câmera! Parece que estou fugindo dessa câmera, será que ela é amaldiçoada? Meu Deus, estou chorando... Corro até as escadas até sumir do foco da câmera... espere... ela está mostrando outra câmera, a que está postada na escadaria, estou tropeçando toda hora na escada... o sangue, o sangue é meu!"
Levanto meu rosto assustada e observo aonde que a câmera está... mas não têm nada ali...
Volto a observar: "depois que subi toda a escadaria, deixando aqueles rastros, a câmera muda de foco novamente, agora estou entrando no banheiro, aquele cheiro insuportável, procuro uma janela, mas a única que têm no banheiro, não consigo passar por ela... pego a faca que está dentro da maleta... aonde que ela está? Na minha calça! tento quebrar o vidro, mas sinto suas lâminas entrarem na palma da minha mão e a dor, a dor que me fez cair no chão... a faca com o sangue... a mesma que guardei na mala quando cheguei na fazenda... era meu!"
Um barulho no teto, o andar de cima estremeceu. O susto, peguei as coisas rapidamente e guardei na mala, mas deixei a televisão ligada, para continuar vendo-me...
Alguém está na sala principal, sinto a presença de uma pessoa, atrás de mim, o medo de me virar e debater com algo assustadora, com a faca em posição de defesa, viro-me rapidamente. Mas só ataco o ar... Novamente o barulho no andar de cima, mas dessa vez, alguém está correndo e em minha direção.
Sinto como os quatro cientistas correndo até o quarto... isso! Vou correr até o quarto das câmeras, e posso ver o que está acontecendo... subo as escadas, mas o estremecer do teto, derrubou o lustre que pedaços de vidro espalharam pelo chão, estou sem calçado, e a pele em contato com os cacos de vidro, machucaram meu pé, e os rastros de sangue nos degraus...
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