Encanto... 2
Encanto... Quedo-me, tal qual um pássaro
Ferido e abatido num dia de um domingo cálido
Onde reinava um refrigerante verão...
Toque-me... Sinta-me... Sou teu...
Deixe que teus úberes rocem o marrom
Omoplatas de minhas largas costas...
Que teu hálito, mato sagrado das essências
Silvestres,
Eflúvios de toda as riquezas campestres,
Me toquem as fartas penugens castanhas da nuca...
Sim... Daqui, léguas de ti, sinto-me preso no teu arfante peito...
Sim... Daqui, dentro de mim, sinto o açucar de delícias
Divinas do néctar que jorra dos teus beijos...
Desejo-te...sim...
Sopre velas, sonhos e venha... És meu tesouro!
Beije-me... Tatue manchas arroxeadas em meu
Pescoço...
Vem!... eu deixo...
Que se exale o cheiro ... Que se imortalize o nosso
Sentir... Voluptuoso!
Dance... Voe... Cerre teus cerúleos olhos...
Sou tua nau à deriva...
Bebedor nato de tua labareda-língua...
És encanto... És encantada...
Pássaro ferido com as asas quebradas
Sou.
Só não morro a míngua, meu amor,
Por que em ti...
Me sinto em casa...
Encontrei, enfim...
Segura morada!
-
Deixe seu comentário
-
Pontue este textoQuantas estrelas este texto merece?
-
Envie este texto por e-mail para seus amigos
-
Mande este texto para a impressora
Comentários
Sempre apaixonado, querido Gilmar poeta!!!Inconfundíveis textos!
BjO! Erica Muniz Ao amigo Gilmar parabéns pela bela poesia feita com inspiração e amor. Um abraço fraterno. celpaiva@oi.com.br Antonio Paiva Rodrigues Lindo!!
Como consegue ser tão doce?
bjo. Aryane Yasmin
clique aqui para denunciá-lo. Ele será avaliado e, se necessário, corrigido ou apagado.