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ESPÍRITOS FOTOGRAFADOS.

ESPÍRITOS FOTOGRAFADOS.

Vários médicos e cientistas analisaram, à época de Kardec, o fenômeno da materialização. Vários métodos para evitar fraudes, muitos humilhantes para o médium (como amarrá-lo e deixá-lo nu) foram feitos, e mesmo assim as materializações ocorriam.

Já em 1870, o conceituado físico e químico inglês William Crookes, descobridor do elemento "Talio" (TI) e membro da Sociedade Real Inglesa, estudou o fenômeno.

Tudo começou quando o cientista decidiu acabar de vez com aquela idéia absurda de que "espíritos" poderiam se materializar. "Vou provar tratar-se de uma ilusão vulgar", anunciou o físico e químico inglês William Crookes.

A imprensa recebeu a noticia com a esperança quase certa que o Espiritismo seria descoberto, como uma simples asneira. Não foi o que aconteceu.

Mais de três anos após o início de suas pesquisas, Florence Cook - uma médium de 17 anos considerada um fenômeno na sua época, mas que havia sofrido denúncia de fraude - ofereceu-se a Crookes e sua esposa para ser pesquisada, aceitando quaisquer condições.

O relatório escrito pelo cientista era quase uma heresia.

A adolescente, quando em transe, liberava tanto ectoplasma que dava vida a uma outra forma feminina: Kate King, capaz de andar e falar por mais de duas horas seguidas. Florence era baixa e morena. Kate era alta, loura e aparentava ter 35 anos.

O relato era minucioso e apresentava até as pulsações, completamente diferentes, da viva e da morta. Para arrematar, Crookes, anexou à sua narrativa 48 fotografias do espírito e Kate king.

Em entrevista publicada no THE International Psychic Gazette 1917, Crookes afirma: È uma verdade indubitável que uma conexão foi estabelecida entre este mundo e o outro.

Segundo Gabriel Delanne, “William Crookes foi, na Europa, o primeiro cientista que teve o valor de comprovar, escrupulosamente, as afirmações dos espíritas”.

Muito cético a princípio, suas investigações o conduziram progressivamente à convicção de que esses fenômenos são verdadeiros e não hesitou um único momento em apregoar, em alto e bom som, a veracidade em que resultou o seu trabalho.

A partir de então outros pesquisadores o seguiram, como Alfred Russel Wallace, Oliver Joseph Lodge, Frederic William Myers, Richard Hodgson ,Friedrich Zöllner, Weber, Ulrici, o Dr. Frièze e Carl Du Prel rendem-se à verdade que passam a defender.

Na Rússia, Aksakof e Butlerof (da Universidade de São Petersburgo). Na Itália, o professor Falconer, Chialia, Broffério, Finzi, Schiaparelli e o próprio César Lombroso são levados a confessar a exatidão dos fenômenos que antes punham em dúvida. Na França, Gibier, Richet, De Rochas e Camille Flamarion comprovam a mediunidade de Eusápia Paladino.”Flamarion, conceituadíssimo astrônomo francês - conterrâneo e amigo pessoal de Allan Kardec, afirmou”:

O Espiritismo não é uma religião, mas uma ciência, da qual apenas conhecemos o ABC. O tempo dos dogmas terminou. O sobrenatural não existe. As manifestações obtidas através dos médiuns, como as do magnetismo e do sonambulismo, são de ordem natural e devem ser severamente submetidas ao controle da experiência. Não há mais milagres.

Assistimos à aurora de uma Ciência desconhecida.

Por: Francisco Amado Saiba mais em: www.jconexao.com.br/espiritismo

2007-09-05 Interessantes Francisco Amado jconexao.com.br
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