"Duopólio" das cores
Faltam 16 dias para o início da Copa do Mundo. Mas o clima já tomou conta das ruas de São Paulo; acredito não estar diferente nas demais cidades da república, já que esta é a única paixão que une todos os brasileiros de quatro em quatro anos.
Aos poucos as discussões sobre CPIs e PCC têm cedido espaço à escolha de Parreira para o embate na, também apaixonada por futebol, Alemanha. E, nessas discussões, os quase 190 milhões de técnicos têm cada qual sua seleção predileta.
No entanto, meu intuito não é falar das escolhas oficiais ou "oficialescas", e sim deixar minha observação das cores que têm ornado desde vielas a grandes avenidas.
No último final de semana, na rua onde moro, que é muito pequena, carros de fora estavam temporariamente proibidos de transitar. Os moradores fecharam-na para pintar o chão, os muros, pendurar bandeirolas, enfim, deixá-la "vestida a rigor" para a grande festa da nação, melhor, das nações, visto que o Brasil não pode se dar ao luxo de dizer que é, sozinho, o país do futebol.
Na segunda, fui trabalhar bem cedinho e, parecia que até o céu, no seu azul infinito, nas poucas vezes que foi possível vê-lo, estava verde e amarelo. São vários os tons, desde os mais leves aos mais densos. Não escapa nada: outdoors, muros de escolas, troncos de árvores, painéis de lojas, pequenas e grandes; pasmem: até aquele hipermercado francês, de quem o Brasil "perdeu" uma final, coloriu sua fachada com as cores do ouro e da mata.
Nesse "duopólio" do verde e do amarelo, o azul e o branco, que também são cores representativas do nosso gigante colosso, passam a ser coadjuvantes de uma festa que ingora os filhos da nação que necessitam, colossalmente, das cores dos alimentos básicos em seus pratos limpos e límpidos.
José Augusto G. de Almeida em: http://amoraspalavras.zip.net
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